Será que essa é mesmo a primeira pergunta que você deveria fazer?
Na instrumentação industrial, a escolha não começa simplesmente pelo tipo de sensor.
Ela começa pelas condições da aplicação.

Faixa de temperatura, precisão necessária, ambiente, vibração, instalação, dimensões disponíveis, conexão ao processo, distância do cabeamento e condições de operação fazem parte da especificação.
Por isso, comparar Termopar e PT100 apenas pela faixa de temperatura é simplificar uma decisão que envolve outros pontos.
O PT100 é um RTD cujo princípio de medição está baseado na variação da resistência elétrica da platina. Pela IEC 60751, possui 100 Ω a 0 °C e, na curva industrial mais utilizada, coeficiente α ≈ 0,00385 Ω/Ω/°C.
Essa característica proporciona boa precisão, repetibilidade e estabilidade, tornando o PT100 uma solução muito utilizada em controle e monitoramento de processos.
Já o Termopar trabalha pelo efeito Seebeck: a união de dois metais ou ligas diferentes gera uma pequena força eletromotriz em função da diferença de temperatura entre a junção de medição e a referência.
Seu sinal está na ordem de milivolts, e por isso fatores como tipo do termopar, polaridade, cabo de extensão ou compensação, interferência eletromagnética e compensação de junta fria precisam ser considerados.
Além disso, existem diferentes tipos — K, J, T, E, S, R e B, entre outros — cada um com materiais, características e faixas de utilização próprias.
O desempenho final também depende da forma como esse elemento será construído e instalado.
Diâmetro e comprimento da haste, material da bainha, tipo de cabo, isolação, conexão ao processo, encapsulamento, terminação elétrica e condições ambientais podem alterar diretamente a vida útil, o tempo de resposta e a confiabilidade da medição.
É justamente aqui que entra o trabalho da LIOHM.
O cliente conhece o seu processo e nos informa as condições da aplicação: temperaturas envolvidas, dimensões necessárias, ambiente, instalação, conexão e demais requisitos do projeto.
A definição dimensional pertence ao projeto da aplicação, mas, a partir das condições informadas pelo cliente, a LIOHM pode orientar sobre materiais, limites construtivos e possibilidades de fabricação.
E essa é uma diferença importante.
Na LIOHM, podemos partir de uma necessidade específica e desenvolver uma configuração personalizada.
Você conhece o seu processo. Nós conhecemos a construção do sensor.
Quando essas duas informações trabalham juntas, a especificação se torna muito mais eficiente.
De maneira geral, o PT100 costuma ser uma excelente opção quando a prioridade é precisão, repetibilidade e estabilidade.
Já o Termopar frequentemente apresenta vantagens quando falamos de temperaturas mais elevadas, ampla faixa de medição ou determinadas condições severas.
Na LIOHM, essa liberdade de construção faz parte do nosso trabalho: analisar a necessidade apresentada, orientar tecnicamente sobre materiais e configurações possíveis e fabricar sensores de temperatura personalizados para diferentes aplicações industriais.
HFT - 10 BT3 - Transmissor de Umidade e Temperatura