À primeira vista, um sensor para ultracongelados pode parecer muito semelhante a um sensor de temperatura convencional. Ambos podem utilizar tecnologias como PT100, PT1000 ou Termopar Tipo T. No entanto, quando a aplicação exige medições confiáveis em temperaturas próximas de -196 °C, a construção do sensor passa a ser tão importante quanto o próprio elemento sensor.
Em aplicações criogênicas, um sensor para ultracongelados é projetado para suportar condições que normalmente não existem em processos industriais convencionais. Contrações térmicas, ciclos repetitivos entre temperatura ambiente e temperaturas criogênicas, além da necessidade de alta estabilidade da medição, exigem um projeto mecânico específico.

Um sensor para ultracongelados utiliza materiais capazes de manter suas propriedades mecânicas mesmo em temperaturas extremamente baixas. A seleção da bainha metálica, dos isolantes elétricos e dos componentes internos é fundamental para garantir resistência mecânica e estabilidade dimensional durante toda a vida útil do equipamento.
Encapsulamento e vedação
O encapsulamento de um sensor para ultracongelados protege o elemento sensor contra umidade, condensação e esforços mecânicos. Além da proteção, ele influencia diretamente a transferência de calor entre o processo e o sensor, impactando o tempo de resposta e a precisão da medição.
Resistência aos ciclos térmicos
Durante sua operação, um sensor para ultracongelados pode passar inúmeras vezes da temperatura ambiente para aproximadamente -196 °C. Essas variações provocam contrações e expansões dos materiais, tornando essencial um projeto capaz de suportar ciclos térmicos repetitivos sem comprometer a estabilidade da medição.
Cabos apropriados para baixas temperaturas
Os cabos também fazem parte do desempenho do conjunto. Em um sensor para ultracongelados, os materiais utilizados na isolação e na capa externa devem manter flexibilidade e resistência mesmo após longos períodos de exposição a temperaturas criogênicas, reduzindo o risco de falhas mecânicas.
Nem todo sensor para ultracongelados possui a mesma configuração. Comprimento da haste, diâmetro, tipo de encapsulamento, cabos, conectores e tecnologia de medição devem ser especificados conforme as características de cada equipamento. Essa personalização permite que o sensor ofereça desempenho compatível com os requisitos do processo e da instrumentação utilizada.
Na LIOHM, acreditamos que cada aplicação exige uma solução específica. Por isso, desenvolvemos sensores para ultracongelados personalizados, projetados conforme as características de cada equipamento e as necessidades de cada processo. Com opções em PT100, PT1000 e Termopar Tipo T, nossos sensores são fabricados para oferecer confiabilidade, estabilidade e desempenho em aplicações criogênicas, contribuindo para que fabricantes de equipamentos, laboratórios e indústrias obtenham medições precisas mesmo nas condições mais extremas.
HFT - 10 BT3 - Transmissor de Umidade e Temperatura